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sábado, 10 de dezembro de 2011

Pare de achar desculpas para seus medos

Percebo que, hoje em dia, as pessoas estão muito exigentes em relação ao amor.
Qualquer passo em falso: Adeus! Não aceitamos erros alheios.
Não aceitamos qualidades no outro que, pra nós, sejam defeitos.
Queremos que todos estejam conectados com nossas expectativas,
que estão altíssimas e não param de crescer.
O que nos é possível, não nos interessa. Almejamos o perfeito. O irreal. O ilusório.
Queremos sempre o melhor, mesmo que o “melhor” não se adéque à nossa vida.
Vivemos – na verdade - na era da Intolerância. Do imediatismo.
Da falta de paciência. Seja com downloads lentos, celulares fora de serviço.
Ou pessoas que não seguem o nosso ritmo.
No meio do caos, esquecemos o essencial: para se relacionar, é preciso tempo.
Tolerância. E uma boa dose de bom senso.
Não, pessoas não são descartáveis.
Não existe manual, nem informações no rótulo. Quer saber?
Todo mundo tem lá seus “defeitos”.
Mas, nessas horas, não existe “loja autorizada”, nem garantia.
No máximo, uma terapia ou um bom ombro amigo pra se reajustar.
Agora, minha pergunta: porque andamos, assim, tão exigentes?
Será culpa da tecnologia e sua crescente evolução?
Será falta de auto-conhecimento e amor próprio?
Será que, no fundo, temos medo de amar e nos autoboicotamos
com situações que nunca vão dar em nada?
Pode ser um pouco de cada coisa.
Outro dia, ouvi uma frase interessante de uma amiga:
'O dilema da mulher moderna é saber, ao certo, o que ela procura.
Porque, se ela procurar, vai achar!' Achei de uma sabedoria incrível.
E pensei: ao dizer isso, sei que muita gente vai me criticar.
Mas pense comigo: será que estou, de fato, errada?
Não, não vamos colocar a culpa no outro.
Se as coisas não estão dando certo, temos grande responsabilidade sobre elas.
Não vamos começar nosso discurso manjado que queremos viver o amor, quando, na verdade, atraímos pessoas problemáticas,
instáveis e avessas a compromisso.
Se isso acontece uma vez ou outra, tudo bem. Do azar no amor, ninguém foge.
Mas se o padrão prevalece, então, está na hora revermos nossos conceitos.
A gente acha o que – na verdade - procura.
Se encontramos pessoas (e amores) que só nos trazem infelicidade,
angústia e ansiedade, o melhor a fazer é nos voltarmos para dentro.
E repensarmos quem somos. E o que realmente queremos.
Olha, eu não sou psicóloga, nem dona de nenhuma verdade.
Adoro lugar comum, gosto de escrever sobre o que meu coração dita.
Sei que ninguém gosta de aceitar suas culpas,
muito menos admitir quando faz escolhas erradas.
Mas, se estou aqui hoje, dando a cara à tapa, é porque descobri que me
boicotei durante muitos anos. É, fugi do amor
com medo de perder minha liberdade.
Ou com medo de perceber que amor não traz garantia nenhuma de felicidade.
(Adeus sonhos de adolescente!).
Agora, eu vejo que viver o amor nada mais é do que conhecer a si mesmo
profundamente e entender quem a gente é. E o que nos faz bem.
Portanto, antes de colocar a culpa da sua vida amorosa no outro.
No destino. Em algum Karma. Ou em qualquer lugar fora de você, PENSE BEM.
Nós encontramos FORA o que – na verdade – MORA AQUI DENTRO.
(Fernanda Mello)


terça-feira, 29 de novembro de 2011

Recebeu?

"Hoje acordei com você na cabeça. Pensei no seu sorriso e mentalmente te mandei um beijo. Recebeu?"
(Fernanda Mello)


terça-feira, 8 de novembro de 2011

Por favor...

"Não precisa gostar de mim se não quiser. 
Mas não me faça acreditar que é amor, 
caso seja apenas derivado!"
(Fernanda Mello)


Meio gata, meio gente

"Tenho um coração que quase me engole, uma força que nunca me deixa e
uma rebeldia que às vezes me cega.
Tenho um jeito de viver selvagem, mas sou mansa com quem merecer. 
Não gosto de café morno, de conversa mole, nem de noite sem estrela. 
Sou bem mais feliz que triste, 
mas às vezes fico distante. 
E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida. 
Explicação mesmo, eu sei: não há. 
E me agarro no meu sentir porque, no fundo, 
meu coração sabe. 
E esse mesmo coração que me guia e não quer grades nem cobranças, às vezes me deixa sem rumo, com uma interrogação bem no meio da frase: 
O que eu quero mesmo? 
Por isso, eu te peço 
(de um jeito meio sem-vergonha, que é assim que eu costumo ser): se eu gostar de você, tenha a gentileza de não me deixar tão solta. 
Não me pergunte aonde vou, 
mas me peça pra voltar. 
Sou fácil de ler, mas não tente descobrir porque o mesmo refrão insiste em tocar tanto. 
Se eu gostar de você, tenha a delicadeza 
de também gostar de mim. 
E me deixe ser, assim, exatamente como eu sou. 
Meio gato, meio gente. Desconfiada. E independente."
( Fernanda Mello )


segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Reciprocidade

"Pode pensar o que quiser, 
ainda acho a reciprocidade 
uma das coisas mais gostosas 
- e divertidas - desse mundo."
(Fernanda Mello)


sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Não resisto

Não consigo resistir a escrever sobre você. Você e seu jeito confuso. Você e esse rosto. De onde você tirou esse rosto? Meus Deus, aonde foi que você aprendeu a me olhar assim? Vai, toma, leva. Me emprestei um pouco, agora leva o resto. Não tenho o que fazer com o que ficou de mim. Olha, amo você. Não te conheço mas amo. Assim como amo minha loucura. Me entende? Eu sei que sim. Porque você é mais louco que eu, achei alguém mais louco e lindo que eu. E você escreve, meu Deus. Escreve lindo, suas palavras são tão eternas que eu poderia morar nelas e ser cada letrinha de sua frase... Então leva. Me leva e não devolve. Me leva e constrói um bar, vamos ler Jonh Fante, ficar bêbados de Rimbaud, vamos fazer alguma coisa grave porque nada mais nos resta. Te resta? Eu te resto. Eu e nossa loucura.  Não temos nada pra sonhar. Mas temos vida, um coração que ainda bate. Temos nossa falta de juízo, nossas palavras, nossos livros e uma imaginação sem fim. Será preciso mais?
(Fernanda Mello)


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Só se você der também

"Vem cá. Me dá aqui a sua mão. Coloca sobre meu peito. Agora escute. Olha o tumtumtum. Você pode me ouvir? É pra você, seu Tonho! É por você que meu coração bate! (Ele, que de tanto bater, parou sem querer outro dia). Posso confessar? Jura que vai acreditar em mim? A verdade é que estou de saco cheio de histórias românticas. Meus casos de amor já não têm a menor graça. Será que você me entende? Eu não escrevo porque vivo amores cinematográficos e quero contar pro mundo. Não!! Eu escrevo porque eu sou uma maluca. Minha vida é real demais. Um filme B pra ser mais exata. E eu não acho graça em amores sem final feliz. Por isso, invento. Pro sangue correr pelas veias, pra lágrima cair dos olhos, pra adrenalina sacudir o corpo. Eu invento amores pra ver se eu acredito em mim. (Acredita?). Mas hoje eu estou cansada. Estou cansada de mentiras, de realidade, de telefone mudo e de músicas sem letra...Me deixa ser egoísta. Me deixa fazer você entender que eu gosto de mim e quero ser preservada. Me deixa de fora de suas mentiras e dessa conversa fiada. Eu sou uma espécie quase em extinção: eu acredito nas pessoas. E eu quase acredito em você. Não precisa gostar de mim se não quiser. Mas não me faça acreditar que é amor, caso seja apenas derivado. Não me diga nada. (Ou me diga tudo). Não me olhe assim, você diz tanta coisa com um olhar. E olhar mente, eu sei! E eu sei por que aprendi. Também sei mentir das formas mais perversas e doces possíveis. (Sabia?) Mas meu coração está rouco agora. GRAVE! Você percebe? Escuta só como ele bate. O tumtumtum não é mais o mesmo. Não quero dizer que o tempo passou, que você passou, que a ilusão acabou, apesar de tudo ser um pouco verdade. O problema não é esse. Eu não me contento com pouco. (Não mais). Eu tenho MUITO dentro de mim e não estou a fim de dar sem receber nada em troca. Essa coisa bonita de dar sem receber funciona muito bem em rezas, histórias de santos e demais evoluídos do planeta. Mas eu não moro em igreja, não sou santa, não evoluí até esse ponto e só vou te dar se você me der também."
(Fernanda Melo)






terça-feira, 6 de setembro de 2011

E que sorriso...

"O que eu preciso não esta em Paris, Nova Iorque ou Londres. Não esta nas vitrines das lojas, nem no comercial da televisão. Não se compra com papel, não vem embalado, não mata a fome. Não é de vidro, nem de plástico, nem de ouro. O que eu preciso esta bem aqui, na minha frente. Tem nome, endereço e telefone e, diga-se de passagem, um sorriso lindo..."
(Fernanda Mello)


Esse silêncio que diz tanto

"No meio do nada, você apareceu. Me olhou, sorriu, e eu fiquei muda. Muda. Você e o seu sorriso lindo. Eu e minha falta de palavras. Eu te olhava e você caminhava. Caminhava em minha direção e sorria. Falta de espaço, falta de frases, falta de ar. Ai, meu Deus, me deixa viver agora. Eu preciso morar, dormir e acordar com esse sorriso. Esse sorriso lindo que duraria uma vida se você quisesse. E você não parava de sorrir e apertava os olhos. Grave. Grave! Seus olhos rasgados, me olhando. Seu sorriso de um minuto, dez anos, cinco horas. Você parou de repente e tudo em volta também. Parecia um filme. Um filme que eu nem sabia a fala. Mas eu não tinha fala e você me olhava. Vai, engole esse sorriso que não é seu. Come as palavras dele. Se alimenta. E lá estávamos nós. Mudos. E nosso silêncio que tanto dizia."
(Fernanda Mello)


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Nada é pouco

"Ah, quer saber o que eu penso? Você agüentaria conhecer minha verdade? Pois tome.
Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, linda, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Tenho uma tpm horrivel. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio.Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome. Te pergunto: você agüentaria viver na montanha-russa que é meu coração? Me desculpe. Nada é pouco quando o mundo é meu."
(Fernanda Mello)


quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Quando ele REALMENTE está afim

"Chega de desculpar tanto, de tampar o sol com a peneira. Quando um cara REALMENTE está afim de você, ele vai até o inferno por você. Essa verdade ninguém me tira. Não tem família, amigos, crise existencial nem celular sem bateria que façam com que ele caso tenha educação e a mínima consideração - não tenha tempo de dizer um simples 'oi'. Isso não é pedir muito, concorda? Mulher precisa de carinho. Atenção. E uma sacanagem bem-dosada. Se o sujeito vive brincando de esconde-esconde, não responde lindamente suas mensagens, não te chama pra sair com os amigos dele e nem tenta te agarrar quando você diz que está com uma lingerie de matar por debaixo da roupa - minha amiga - o negócio está feio. Muito feio. Confesso que não é tarefa fácil colocar um ponto final  de uma hora pra outra nessas histórias. Somos seres românticos, abduzidos pelos finais felizes dos filmes e livros. A gente sempre acha que alguma coisa vai mudar, que ele vai perceber TUDO o que está perdendo e vai aparecer com flores na porta da nossa casa. Mas a realidade é diferente...homens são simples e previsíveis. Quando eles querem uma coisa, não há nada - nem ninguém - que os impeça. Portanto anotem aí: quando um cara está afim de você, ele vai te ligar, ele vai te procurar, ele vai te beijar, ele vai querer estar sempre com as mãos em cima de você. Não sou radical, apenas cansei de dar desculpas pra erros que não são meus."
(Fernanda Mello)


terça-feira, 30 de agosto de 2011

Só quero respirar de novo

"Eu briguei com meu coração. Disse que jogasse o amor antigo fora. Ele deu nó. Coração não entende ordens. De um lado a razão exigindo. De outro o coração tentando. A verdade é que nem tudo sai como o planejado. Mas a gente tenta. Um amigo meu me disse que fica surpreso como eu racionalizo os sentimentos. Eu perguntei se falava de mim. Acho que sofro calada. Calada. Maquiada. E de salto alto. Mas manter a pose cansa. Cansa ser racional. Cansa enganar o coração. Cansa ser forte. A verdade é que hoje eu vi um livro que você me deu e chorei calada. Porque é feio chorar por amor perdido. Mas… quer saber? Estou com sinusite. E não estou nem aí para escrever bonito. Quero respirar de novo e amar alguém como um dia eu te amei..."
(Fernanda Mello)


quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Promessa

"Prometo não te ligar
Não escutar aquela música
Não olhar aquela foto
Que eu roubei de você.
Prometo nem mais te amar. 
Segunda - feira eu começo."
(Fernanda Mello)



quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Vivo para sentir

"Planos nem sempre dão certo e a gente tem que ousar e desafiar a razão: eu vivo pra sentir." 
(Fernanda Mello)




Eu prefiro a intensidade

"Hoje acordei inteira. Migalhas? Pedaços? Não, obrigada. Não gosto de nada que seja metade. Não gosto de meio termo. Gosto de extremos. Gosto do frio. Gosto do quente. Gosto dos dedinhos dos pés congelados ou do calor que me faz suar o cabelo. Não gosto do morno. Não gosto de temperatura-ambiente. Na verdade eu quero tudo. Ou quero nada. Por favor, nada de pouco quando o mundo é meu. Não sei sentir em doses homeopáticas. Sempre fui daquelas que falam "eu te amo" primeiro. Sempre fui daquelas que vão embora sem olhar pra trás. sempre dei a cara a tapa. Sempre preferi o certo ao duvidoso. Quero que se alguém estiver comigo, que esteja. Mesmo que seja só naquele momento. Mesmo que mude de idéia no dia seguinte."
(Fernanda Mello)


Nada definido

"Sou avessa à equações, fórmulas e respostas certas. 
Não gosto de nada definido. Certezas não me calam."
(Fernanda Mello)




quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Seu sorriso é meu sossego

"Desejo cada sorriso seu como minutos meus de sossego. Sossego que eu não sinto se você não está."
(Fernanda Mello)


terça-feira, 16 de agosto de 2011

Só teus

"No travesseiro, 
meus pensamentos são seus!"
(Fernanda Mello)


quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Desafie...


"Eu sou uma eterna apaixonada por palavras. Música. E pessoas inteiras. Não me importa seu sobrenome, onde você nasceu, quanto carrega no bolso. Pessoas vazias são chatas e me dão sono. Gosto de quem mete a cara, arrisca o verso, desafia a vida..." 
(Fernanda Mello)


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Do tamanho do meu coração

Eu sei amar. Mas não sei fugir. Por isso, não tente me parar. Não me peça para não ir. Não me diga para tomar cuidado, eu não sei amar mais ou menos. Quando eu decido, eu vou. Me entrego, me arrisco, me corto, me estrepo, azar meu, sorte minha que nasci assim: vim ao mundo para sentir. Meu coração se esgarça, a vida se desfaz, me embolo em mim mesma, dou nó. E daí ? A vida é minha. O amor é meu. Me dou de bandeja pra quem eu quiser. Você aí quer? Quer mesmo? Então leva. Mas leva tudo. Leva e não devolve. Só devolve se eu pedir. Amor não tem garantia, mas tem devolução. Pode começar do nada, pode acabar de repente, pode não ter fim. Mas tem sempre o meio. Amor tem gosto de pele, língua e segredo. Amor tem gosto de cobertas, descobertas e travesseiro. Você imagina quantas meninas existem em mim? Toda mulher é uma surpresa, uma torta mil-folhas, um bombom diferente em um lindo papel celofane. Quer provar? Eu posso acordar doce, ficar amarga e até dormir ácida sem você perceber. Mas eu quero que você perceba. Eu quero que você se alimente do que há de melhor e pior em mim. Eu quero te mostrar cada gosto, te misturar, te revirar o estômago, te virar do avesso, jogar a receita fora. (Nada de banho-maria!). O amor não tem regras, o desejo não tem limites. Minha boca é do tamanho do meu coração. 
(Fernanda Mello)



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