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domingo, 5 de agosto de 2012

Vem ser feliz

"Ele desperta meu melhor lado, me transmite as melhores vibrações. Quando estou com ele se abate em mim o meu lado mais  verdadeiro, o meu lado mais sensato. Mais do que despir o corpo, eu dispo a alma. 
Me acalma, me traz paz e segurança. Me deu uma nova visão do mundo, me faz guardar lições, me faz reaprender as coisas que quis esquecer pela falta de jeito. Costurou e consertou o meu coração que havia sido dilacerado, cuidou das cicatrizes, e esperou sem pressa pra que ele ficasse melhor.
E quando ele sorri, balançando levemente a cabeça pra trás, tenho vontade de 
segurá-lo, e explicar porque um dia decidi que ele era o homem da minha vida, 
porque entre todos amores do mundo decidi que meu coração 
o pertencia incondicionalmente.
Os dias junto dele são mais fáceis de superar, as horas não passam, 
e a vida torna-se simples.
Queria poder sentar-me em uma noite qualquer, junto as estrelas, 
e explicar o bem que me fez.
Queria estar com ele e repassar a minha história, o meu trajeto de vida, as minhas falhas, os quase amores que não deram certo. Mostrar que ele foi o amor inteiro por quem eu sempre esperei a vida inteira.
Poder mostrar-lhe o meu antes, o meu agora, e viver com ele o meu depois.
Mostrar a luz, a cor, a graça, a vida que ele deu aos meus dias.
Mas palavras não bastam meu amor.
Vem aqui, deita do meu lado. Vem ouvir as batidas do meu coração. 
São todas por você.
Quero que me dê a chance de mostrar o quanto estou agradecida 
por ter mudado o rumo da minha vida.
Quero segurar na sua mão todos os dias e mostrá-lo que de agora em diante você não está mais sozinho. Nunca mais estará.
Um "amo você" não traduz, não carrega a força deste amor, são apenas palavras. E hoje, as palavras não seriam suficientes para mostrá-lo tudo que sinto.
Deita aqui, vem ser feliz pra sempre."
(Martha Medeiros)



terça-feira, 31 de julho de 2012

Me dá a mão

"Disfarçamos nosso abandono 
com frases ousadas e sem verdade alguma. 
O que a gente gostaria de dizer, 
mesmo, é: me dê sua mão."
(Martha Medeiros)


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Eu mesma

"Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas, gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas, não me envolvo com o que não me envolve, não tomo emprestado nem me empresto. Se é caso sério eu me doo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda mais estranho do que eu mesma."
(Martha Medeiros)


terça-feira, 24 de abril de 2012

Sem pressa..

''Cada não que eu recebi na vida entrou por um ouvido e saiu pelo outro. Não os colecionei. 
Não foram sobrevalorizados. 
Esperei, sem pressa, a hora do sim.''
(Martha Medeiros)



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Antes de partir

"Desmediocrize sua vida. Procure seus 'desaparecidos', resgate seus afetos. Aprenda com quem tiver algo a ensinar, e ensine algo àqueles que estão engessados em suas teses de certo e errado.
Troque experiências, troque risadas, troque carícias. Não é preciso chegar num momento limite
para se dar conta disso.
O enfrentamento das pequenas mortes que nos acontecem em vida já é o empurrão necessário. Morremos um pouco todos os dias, e todos os dias devemos procurar um final bonito antes de partir."
(Martha Medeiros)


sábado, 17 de dezembro de 2011

Correspondido

"Se me perguntarem qual sentimento
considero mais bonito ou mais importante,
vou abrir um sorriso e vou dizer:
O correspondido!"
(Martha Medeiros)


sábado, 10 de dezembro de 2011

Qualidade Rara

"Nem se discute: discrição é uma qualidade rara. Gente que não fala muito de si mesmo e que não conta vantagem é um luxo. Nada como uma vida low profile, com direito a sorrisos enigmáticos
e silêncios providenciais."
(Martha Medeiros)


segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Só se permitirmos


"Costumamos julgar roupas, comportamento, caráter - juízes indefectíveis que somos da vida alheia, mas é um atrevimento nos outorgarmos o direito de reconhecer, apenas pelas aparências, quem sofre e quem está em paz. 
A sua felicidade não é a minha, e a minha não é a de ninguém. 
Não se sabe nunca o que emociona intimamente uma pessoa, a que ela recorre para conquistar serenidade, em quais pensamentos se ampara quando quer descansar do mundo, o quanto de energia coloca no que faz, e no que
ela é capaz de desfazer para manter-se sã. 
Toda felicidade é construída por emoções secretas. 
Podem até comentar sobre nós, mas nos capturar, só se permitirmos."
(Martha Medeiros)

Até quando...

“A falta de definição, por si só, define a vida.
Tudo é transitório, nossas manias, nossos pensamentos, nossos amores, nossos pontos de vista. Sabemos quem somos e o que sentimos,
mas não sabemos até quando...”
(Martha Medeiros)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

E como somos corajosos

"E ter o amor rejeitado...nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem amor nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, musicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom esta acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. 
Medo, respondemos. 
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre 
é impossível recusa-lo."
(Martha Medeiros)


Depois a gente conserta

(...)As vezes dá vontade de fazer tudo ''errado''.
Deixar de lado a régua, o compasso, a bússola, a balança e os 10 mandamentos.
Ser ridícula, inadequada, incoerente e não estar nem aí para o que dizem e o que pensam a nosso respeito.
Recusar prazeres incompletos e meias porções...
Depois a gente vê como é que faz 
pra consertar o estrago.
(Martha Medeiros)


sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Eu, modo de usar

Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com péssimo humor, portanto... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza. Tenho vida própria, me faça sentir saudades, conte algumas coisas que me façam rir, mas não conte piadas e nem seja preconceituoso, não perca tempo, cultivando este tipo de herança de seus pais. Viaje antes de me conhecer, sofra antes de mim para reconhecer-me um porto, um albergue da juventude. Eu saio em conta, você não gastará muito comigo. Acredite nas verdades que digo e também nas mentiras, elas serão raras e sempre por uma boa causa. Respeite meu choro, me deixe sozinha, só volte quando eu chamar e, não me obedeça sempre que eu também gosto de ser contrariada (Então fique comigo quando eu chorar, combinado?). Seja mais forte que eu e menos altruísta! Não se vista tão bem... gosto de camisa para fora da calça, gosto de braços, gosto de pernas e muito de pescoço. Reverenciarei tudo em você que estiver a meu gosto: boca, cabelos, os pelos do peito e um joelho esfolado, você tem que se esfolar às vezes, mesmo na sua idade. Leia, escolha seus próprios livros, releia-os. Odeie a vida doméstica e os agitos noturnos. Seja um pouco caseiro e um pouco da vida, não de boate que isto é coisa de gente triste. Não seja escravo da televisão, nem xiita contra. Nem escravo meu, nem filho meu, nem meu pai. Escolha um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o invente muitas vezes.
Me enlouqueça uma vez por mês mas, me faça uma louca boa, uma louca que ache graça em tudo que rime com louca: loba, boba, rouca, boca ... Goste de música e de sexo. Goste de um esporte não muito banal. Não invente de querer muitos filhos, me carregar pra a missa, apresentar sua família... isso a gente vê depois... Deixa eu dirigir o seu carro, que você adora. Quero ver você nervoso, inquieto, não olhe para outras mulheres, tenha amigos e digam muitas bobagens juntos. Me conte seus segredos... me faça massagem nas costas. Não fume, beba, chore, eleja algumas contravenções. Me rapte! Se nada disso funcionar... experimente me amar !!!

(Martha Medeiros)



quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Intimidade

"As pessoas desancam o casamento. Dizem que o amor míngua, que o sexo começa a rarear, que a rotina é acachapante. Dizem, dizem, mas as pessoas seguem casando e mantendo-se casados por quilométricos anos. Qual é a boa dessa história? Uma jóia chamada intimidade. Íntimos, muitos acreditam, são duas pessoas que possuem relações físicas e emocionais entre si. É bem mais que isso. Intimidade é você não precisar verbalizar tudo o que pensa, é aceitar a solidão do outro, é estarem familiarizados com o silêncio de cada um. Intimidade é não precisar estar linda em todos os momentos, não precisar ser coerente em todas as atitudes, é rirem juntos de uma história que só eles conhecem o final. 
Intimidade, é ler os olhos, os lábios e as mãos de quem está com você. Mais do que repartir um endereço, é repartir um projeto de vida. Não basta estar disponível, não basta apoiar decisões, não basta acompanhar no cinema: intimidade é não precisar ser acionado, pois já se está mentalmente a postos. 
Intimidade é não ter vergonha de ser o que a gente é, não precisar explicar coisa alguma, ser compreendido e brigar sabendo que nada irá se romper. Intimidade é não precisar andar na ponta dos pés pelos corredores de uma vida compartilhada. Muitos mantém-se casados por causa desse idílio que é não precisar se anunciar todo dia como um investimento seguro, podendo inclusive usar aquelas camisetas puídas e comer o 's' de uma palavra no plural sem que a sua cotação desabe. Só há uma coisa ruim na intimidade: a falta que faz um pouco de cerimônia. 
Calcinhas penduradas no banheiro, o telefonema sempre na mesma hora da tarde, o arroto que dispensa o pedido de desculpas, o lençol amarfanhado, a TPM todo santo mês, o mesmo perfume, as mesmas reações, o mesmo cardápio. 
O lado negro de um matrimônio feliz. 
O casamento dá uma intimidade rara, apaziguadora, salutar. Não há mascaras nem teatro: é o habitat natural de um homem e de uma mulher que se querem como são. A intimidade salva as relações extensas, a não ser quando as corrói. Contradição maquiavélica. O melhor e o pior dos mundos, nos obrigando a escolher entre o habitual e a novidade, 
entre a paz e a adrenalina, entre a rede e o salto. 
Sedução x segurança: que vença o melhor. 
(Martha Medeiros)


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Pras minhas amigas verdadeiras

Amigo verdadeiro nào julga nossas decisões, 
apenas respeita. 
(Martha Medeiros)


quinta-feira, 28 de julho de 2011

Nunca desista de si mesma!

Viver bem não é para amadores. Puxe para si a responsabilidade de encerrar de vez essa inimizade estéril, esse desgaste emocional tão nocivo à pele e ao humor. Você não é uma menina, é uma mulher. E uma mulher deve saber discernir o que é, de fato, uma derrota e uma vitória. Derrota é quando a gente ganha dos outros, mas desiste de si mesma.
(Martha Medeiros)


Você é...

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.
Você é aquilo que reinvidica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.



quarta-feira, 27 de julho de 2011

As vezes é teimosia

Viver não é seguro. Viver não é fácil. E não pode se monótono. Mesmo fazendo escolhas aparentemente definitivas, ainda assim podemos excursionar por dentro de nós mesmos e descobrir lugares desabitados em que nunca colocamos os pés, nem mesmo em imaginação. E, estando lá, rever nossas escolhas e recalcular a duração de "pra sempre". Muitas vezes o "pra sempre" não dura tanto quanto duram nossa teimosia e receio de mudar."
(Martha Medeiros)


terça-feira, 19 de julho de 2011

Quem?

Tentar outra vez o mesmo amor. 
Quem já não caiu nesta armadilha? 
(Martha Medeiros)


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Aceitando cada momento

"Há sempre o momento de pedir ajuda, de se abrir, 
de tentar sair do buraco. Mas, antes, é imprescindível 
passar por uma certa reclusão. Fechar-se em si, 
reconhecer a dor e aprender com ela."
(Martha Medeiros)




quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ensina, mas não cura

"Você pode ir embora e nunca mais ser a mesma. 
Você pode voltar e nada ser como antes.
Você pode até ficar, pra que nada mude, 
mas aí é você que não vai se conformar com isso.
Você pode sofrer por perder alguém.
Você pode até lembrar com carinho ou orgulho 
de algum momento importante na sua vida: 
formatura, casamento, aprovação no vestibular 
ou a festa mais linda que já tenha ido, 
mas o que vai te fazer falta mesmo, 
o que vai doer bem fundo, 
é a saudade dos momentos simples:
Da sua mãe te chamando pra acordar,
Do seu pai te levando pela mão,
Dos desenhos animados com seu irmão,
Do caminho pra casa com os amigos 
e a diversão natural
Do cheiro que você sentia naquele abraço,
Da hora certinha em que 
ele sempre aparecia pra te ver,
E como ele te olhava com aquela cara 
de coitado pra te derreter.
De qualquer forma, 
não esqueça das seguintes verdades:
Não faça nada que não te 
deixe em paz consigo mesma;
Cuidado com o que anda desabafando;
Conte até três (tá certo, se precisar, conte mais);
Antes só do que muito acompanhado;
Esperar não significa inércia, 
muito menos desinteresse;
Renunciar não quer dizer que não ame;
Abrir mão não quer dizer que não queira;
O tempo ensina, mas não cura."
(Martha Medeiros)



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